8º e último (espero eu) ciclo de quimioterapia

Acabou. Ou pelo menos toda a gente espera que tenha acabado. É possível que o pesadelo tenha acabado assim tão depressa e que a minha vida possa voltar ao normal?

Na última consulta com a Dra. Joana Parreira a doutora informou-nos de que a partir de dia 15 de Janeiro já não estaria a trabalhar no IPO, mas que para mim não devia ser problema – ela está crente de que só terei de ir mostrar os exames e receber alta. Assim, fez já o pedido de transferência do meu processo (aquele de papel, sim, que tem de ser fotocopiado e depois enviado por fax e correio) para o IPO do Porto, para que me seja mais fácil fazer as consultas de seguimento.

Numa consulta um bocadinho mais longa do que o normal a Dra. voltou a afirmar que estava crente de que eu não precisaria de mais tratamentos, que os pacientes que mostram uma remissão tão grande em apenas 4 ciclos geralmente ao final de 8 estão curados, que eu continuo com óptimo aspecto e, por isso, não há razão para suspeitar que alguma coisa não tenha acontecido de acordo com os planos.

Antes de se despedir de mim, no entanto, a doutora explicou-me o que poderia acontecer na pequena probabilidade de eu não estar curada: radioterapia, auto-transplante de medula ou, em último caso, mais quimioterapia. Mas em princípio não preciso de me preocupar nem de pensar em nada disso.

Talvez tenha sido da excitação do Natal, ou por saber que era o último e tinha acabado, mas ao segundo dia de recuperação já não tinha enjoos, apenas o mal estar que é constante. Saí de casa todos os dias, jantámos fora e fomos às compras: afinal já estou curada.

Agora é só esperar. “Só”, como se não fosse horrível esperar na incerteza, sabendo que, por mais pequena que seja, há uma chance de que o pesadelo não tenha terminado.

Faço o próximo TAC de novo nos SAMS, onde tenho acesso quase imediato aos resultados, no dia 14 de Janeiro, no entanto o TAC não garante nada – o tumor pode ainda cá estar e eu estar curada na mesma. Mas pode cá estar o tumor e continuar a ser maligno. Isso só o PET, no final de Janeiro, o dirá.

Entretanto eu volto com parte da minha vida ao normal: volto ao Porto, recomeço a fazer exercício (devagarinho), e a ter as preocupações que tinha antes das minhas prioridades terem dado uma volta de 180º. Em Fevereiro terei certezas, até lá só posso mesmo esperar.

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One thought on “8º e último (espero eu) ciclo de quimioterapia

  1. Elsa Moreira Branco diz:

    E vai tudo correr bem..vais ver!! Por cá estamos todos a torcer por isso!!! Boa Sorte 😉

    Gostar

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