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Diagnósticos

DiagnósticoCom algum tempo talvez eu consiga escrever sobre tudo o que se passou desde os primeiros sintomas do tumor até ao diagnostico. Até lá a explicação fica assim:

No dia 10 de Junho o meu braço esquerdo estava ligeiramente dormente de manhã. Eu ignorei, devia ser de má posição ao dormir, e fiz o meu dia normalmente até ao final da tarde, quando, durante uma aula de Zumba no exterior, reparei que o braço estava dormente, vermelho e inchado. Parei o exercício, mas a pensar que era eu que estava a ficar preguiçosa.

No dia 11 de Junho fui as urgências do Hospital da CUF. Fizeram-me um raio-x ao pescoço e deram-me uns relaxantes musculares em dose cavalares – devia ser um tendão preso ou um nervo pressionado. Ainda no dia 11 fui jogar ténis e fiz metade de uma aula de BodyJam – voltei a parar por deixar de sentir o braço e começar a sentir a axila inchada.

No dia 12 de Junho fui as urgências do Hospital Privado de Alfena. Fui vista por dois medicos, não me foram feitos exames, receitaram-me antiinflamatórios e fisioterapia. Mais tarde fui a consulta de fisioterapia onde me foram receitadas 15 sessões de pressoterapia e movimentação e mais uns antibióticos, porque podia ser uma reacção a qualquer picada que eu não tivesse reparado.

Fiz duas semanas de fisioterapia até conseguir ver o meu medico de família, o Dr. Rui Costa, que, finalmente, pediu um TAC das partes moles e um EcoDoppler venoso.

Fiz a TAC no dia 26 de Junho, demorou mais de uma hora mas, para além de me perguntarem como eu estava de tosses e dores, não me disseram mais nada. No dia 30 de Junho, depois das 20h, fiz o EcoDoppler, e o Dr. foi muito atencioso e pediu-me para voltar, no dia seguinte, às urgências, para me receitarem um anticoagulante, pois eu tinha tido uma trombose intravenosa.

No dia 1 de Julho fui as urgências, a pensar que não era nada de mais; okay, uma trombose, mas já tinha passado e eu já estava a recuperar. Como eu me enganei.

Fui logo internada e informada de que tinham encontrado uma massa grande (12x10x7 cm) no mediastino – um espaço vazio entre o coração e o pulmão. No dia 2 fizeram a biopsia mas, como os resultados não estavam logo prontos, tive alta no dia 3.

No dia 7 fui, novamente, à consulta com a Dr. Cristiana, de medicina interna, que nos informou que, infelizmente, o tumor é um linfoma não-Hodgkin, e teria de ser seguida num hospital público, com mais experiência em Cancro.

Com muita sorte fui logo atendida no dia 8 de Julho no IPO de Lisboa pela Dr. Joana Parreira e, depois de muitos exames, testes e avaliações, soubemos que o tumor está contido, realmente, apenas na massa do mediastino. Agora começa a aventura da quimioterapia para me ver livre deste habitante indesejado.

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