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Fora de perigo

5 dias de internamento, máscaras, batas, antibiótico, injecções de factor de crescimento… E finalmente tenho os valores normais!

Fico no hospital até sexta-feira, de qualquer das formas, para terminar a toma de antibiótico e para me manterem sobre observação.

Uff, já passou o susto.

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Mais uma visita ao internamento do Hospital Privado de Alfena

A constipação começou ontem a dar-me dores de cabeça e, antes de tomar medicação, verifiquei a temperatura e liguei à Dra. Joana, do IPO a confirmar tudo. Por volta do meio dia estava com 36,5•C, nada de alarmante, por isso a Dra. Joana recomendo-me tomar o Clonix, que não baixa a febre, e continuar a vigiar a temperatura, mas poderia viajar para o Porto.

Apanhei o comboio à tarde e ao final do dia já estava de volta à minha casinha, o que me soube mesmo bem. É tão estranho, morei 4 anos na casa actual dos meus pais e costumo lá ir de 15 em 15 dias e no verão, mas a minha casa aqui no Porto é minha (se bem que, na verdade, é do Ruca). E sabe tão bem voltar a casa…

Antes de dormir voltei a verificar a temperatura para ficar descansada, mas teve o efeito contrário; às 23h estava com 36,9•C.
Eu não me ia preocupar muito, ia dormir descansada e, de manhã, voltar a tirar a temperatura. Mas o Ruca achou melhor não arriscar e pusemos alarme para dali a duas horas.
Estava a dormir tão profundamente que nem ouvi o alarme! O que valeu foi que ele deu por isso e acordou-me para eu ver a temperatura. Era 1 da manhã e já estava com 37,6•C.
Eu só queria voltar a dormir, mas o Ruca não deixou; levantámos-nos, verificámos várias vezes a temperatura e saímos directos ao Hospital Privado de Alfena, onde eles já tinham parte do meu processo e não precisavam de verificar com o IPO.

Demorou até nos atenderem, embora não estivesse mais ninguém na urgência; já estávamos a dormitar nas cadeiras da sala de espera quando me chamaram. A Dra. parecia meia pirada, provavelmente por causa da hora, e a consulta toda foi meio esquisita, parecia que a Dra. queria mais ter companhia para conversar do que ver o que estava errado comigo. Lá lhe disse que estava constipada e com febre e que como tinha feito quimio tinham-me avisado para ir ao hospital assim que tivesse febre.
Mais umas medições de temperatura e passámos às análises.

Chichi no copo e duas picadelas no braço, porque por um cateter à primeira não é para mim. E, depois, esperar. Esperar duas horas, durante a madrugada, numa cadeira. Consegui encolher-me e dobrar-me tanto para ficar minimamente confortável para dormir que tiveram pena de mim e, quando vieram as análises, me foram buscar uma cama.
Entretanto veio a Dra. e não vinha com um ar nada feliz. Explicou-me que as análises tinham voltado e eu estava com os leucócitos muito baixos e precisava de ser internada.
Enquanto me davam antibióticos e ben-u-ron para baixar a febre, eu e o Ruca tentámos decidir como ir para Lisboa o mais rápido possível. Comboio estava fora de questão, disse a médica, e por isso avião também. Como estava a chover não podia pedir ao pai que me viesse buscar de Shark (cerca de 1h30 para cada lado), e ir no nosso smart com chuva implicava uma viagem de mais de 4 horas. Pensámos ainda na possibilidade de alugarmos um carro melhor e mais seguro, mas descobrimos que o aluguer era muito mais caro do que nós pensávamos – já vi carros por 20/30€ por dia, o que ainda aceitávamos, mas o mínimo que conseguíamos encontrar era mais de 70€ e era se fosse devolvido no mesmo sítio! Entretanto a Dra. falou na hipótese da ambulância, mas teríamos de saber a disponibilidade e os custos.

Todos os dias a minha mãe reclama por eu dormir com o telefone muito próximo de mim – os meus pais deixam sempre os telefones na sala/entrada de casa – mas hoje eu provei que faz algum sentido. Não queríamos decidir nada sem falar com os meus pais, mas eu liguei para os telefones de ambos e duas vezes para casa e ninguém me atendeu. Acabámos por decidir que o melhor era o Ruca descansar, para o caso de termos de fazer a viagem, e eu ficar no hospital a descansar e garantir que estava num ambiente controlado.

Acordei as 10h com a chegada de um novo médico. Voltou a explicar-me o que diziam as análises e o que queria dizer estar com os leucócitos baixos: eu não tenho defesas. Falámos sobre os meus sintomas e as opções de ficar no Porto ou ir para Lisboa e eu tentei, novamente, entrar em contacto com os meus pais. Acabei por ligar à Sara quando nenhum dos dois me atenderam; pelo menos a Sara costuma estar com o telefone por perto e às 10 da manhã já o ouve e pode ir acordar os pais. Mas a Sara não estava em casa, tudo o que podia fazer era tentar ligar, tal como eu.

Eram quase 10h15 quando finalmente a minha mãe me ligou, tinham estado a dormir até aquela hora! Expliquei à minha mãe a situação, garantindo que estava bem, não me sentia sequer doente, e que só precisava de saber o que eles achavam que eu devia fazer. O melhor era ligar à Dra. Joana. A Dra. Joana, felizmente, estava a trabalhar hoje e atendeu-me logo. Eu não precisava de ir para o IPO, podia ir para um hospital privado – o que eu achava preferível por ter cama e wc privada e, por isso, menos risco de contágios – e, talvez, devesse considerar ficar no Porto. Esperei, depois, mais de uma hora pelo médico internista, que estava a fazer a ronda ao internamento. O Dr. confirmou que era melhor se eu ficasse no Porto pelo menos mais uns dias, para ver se melhorava com o tratamento, antes de pensar em ir para baixo.

Estou, então, de máscara no Hospital de Alfena, à espera de começar a medicação para aumentar os glóbulos brancos. Com sorte recupero bem e dão-me alta durante a semana e isto não passou de um susto.

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